Prezados amigos, o texto abaixo dispensa comentários, serve para reflexão para os empreenderores de plantão. Por Jim Collins
Autor de Feitas para Durar e Empresas Feitas para Vencer
Fonte: Revista Exame – Edição n. 946 – 01.07.2009 – Pag. 35
O mais recente livro de Jim Collins mostra como algumas das mais bem-sucedidas empresas dos Estados Unidos fracassaram – e quais são as cinco fases dessas quedas.
1. EXCESSO DE CONFIANÇA ORIGINADO PELO SUCESSO
Empresas poderosas e bem-sucedidas correm o risco de se tornar arrogantes demais. O primeiro passo do declínio é justamente acreditar que o sucesso do passado é garantia de um futuro igualmente brilhante.
Exemplo: quando lançou o celular StarTAC, em meados da década de 90, a Motorola, então uma empresa vitoriosa, optou pela tecnologia analógica, embora a onda digital já estivesse começando. Ao ser perguntado se essa era mesmo a melhor solução tecnológica para o produto, um alto executivo da empresa respondeu que “43 milhões de consumidores analógicos não poderiam estar errados”.
2. BUSCA INDISCIPLINADA PELO CRESCIMENTO
É conseqüência direta do primeiro estágio. Companhias cegas pelo próprio sucesso buscam crescer a qualquer custo – muitas vezes deixando de lado justamente os fundamentos que as levaram ao topo.
Exemplo: na década de 80, uma das grandes rivais do Wall-Mart era a varejista Ames. Para ultrapassar a rede de Sam Walton, em 1998 a Ames decidiu que dobraria de tamanho em apenas 12 meses. Para isso, fez uma aquisição gigantesca que se mostrou um desastre. Quatro anos depois, a Ames entrou em concordata.
3. NEGAÇÃO DO RISCO
Quando os sinais de que alguma coisa não vai bem começam a aparecer, as empresas em declínio simplesmente os ignoram – ou culpam o mercado, a concorrência e até o azar em vez de procurar entender o porquê dos problemas.
Exemplo: quando o negócio de mainframes da IBM começou a perder o vigor, no final dos anos 80, um diretor chegou a fazer um relatório sobre a situação – e os perigos futuros – e entregou o material a um dos principais líderes da companhia. A resposta do executivo foi simplesmente: “deve haver algo errado com seus dados”. Não havia. Até 1992, a empresa teve de demitir 125 mil funcionários, mas escapou do fim graças a uma virada comandada por Louis Gerstner.
4. CORRIDA PELA SALVAÇÃO
No momento em que a crise pela qual passa a empresa pode ser percebida por todos, a companhia busca uma “bala de prata” que possa salvá-la da ruína – uma fusão mágica ou um novo presidente contratado no mercado a peso de ouro.
Exemplo: em 1998, depois de cinco trimestres “patinando”, a HP contratou a americana Carly Florina, eleita pela Revista Fortune como a executiva mais poderosa do mundo, para comandá-la. Carismática, Carly tomou decisões arriscadas, como a compra da concorrente Compaq, em 2002. A fusão não deu resultado e ela foi demitida três anos depois. A HP só começou a se recuperar depois da entrada do sucessor de Carly, o então desconhecido Mark Hurd.
5. IRRELEVÂNCIA OU MORTE
Quanto mais tempo uma empresa fica no quarto estágio, mais difícil sua recuperação. Nesta fase, seu vigor financeiro acabou, suas principais lideranças já debandaram e não há nenhuma estratégia de recuperação à vista. Só lhe resta ser adquirida ou fechar as portas.
Exemplo: nos anos 90, depois de atravessar todas as fases do declínio, a fabricante de papéis americana Scott Paper foi vendida para a Kinberly-Clark.
Autor de Feitas para Durar e Empresas Feitas para Vencer
Fonte: Revista Exame – Edição n. 946 – 01.07.2009 – Pag. 35
O mais recente livro de Jim Collins mostra como algumas das mais bem-sucedidas empresas dos Estados Unidos fracassaram – e quais são as cinco fases dessas quedas.
1. EXCESSO DE CONFIANÇA ORIGINADO PELO SUCESSO
Empresas poderosas e bem-sucedidas correm o risco de se tornar arrogantes demais. O primeiro passo do declínio é justamente acreditar que o sucesso do passado é garantia de um futuro igualmente brilhante.
Exemplo: quando lançou o celular StarTAC, em meados da década de 90, a Motorola, então uma empresa vitoriosa, optou pela tecnologia analógica, embora a onda digital já estivesse começando. Ao ser perguntado se essa era mesmo a melhor solução tecnológica para o produto, um alto executivo da empresa respondeu que “43 milhões de consumidores analógicos não poderiam estar errados”.
2. BUSCA INDISCIPLINADA PELO CRESCIMENTO
É conseqüência direta do primeiro estágio. Companhias cegas pelo próprio sucesso buscam crescer a qualquer custo – muitas vezes deixando de lado justamente os fundamentos que as levaram ao topo.
Exemplo: na década de 80, uma das grandes rivais do Wall-Mart era a varejista Ames. Para ultrapassar a rede de Sam Walton, em 1998 a Ames decidiu que dobraria de tamanho em apenas 12 meses. Para isso, fez uma aquisição gigantesca que se mostrou um desastre. Quatro anos depois, a Ames entrou em concordata.
3. NEGAÇÃO DO RISCO
Quando os sinais de que alguma coisa não vai bem começam a aparecer, as empresas em declínio simplesmente os ignoram – ou culpam o mercado, a concorrência e até o azar em vez de procurar entender o porquê dos problemas.
Exemplo: quando o negócio de mainframes da IBM começou a perder o vigor, no final dos anos 80, um diretor chegou a fazer um relatório sobre a situação – e os perigos futuros – e entregou o material a um dos principais líderes da companhia. A resposta do executivo foi simplesmente: “deve haver algo errado com seus dados”. Não havia. Até 1992, a empresa teve de demitir 125 mil funcionários, mas escapou do fim graças a uma virada comandada por Louis Gerstner.
4. CORRIDA PELA SALVAÇÃO
No momento em que a crise pela qual passa a empresa pode ser percebida por todos, a companhia busca uma “bala de prata” que possa salvá-la da ruína – uma fusão mágica ou um novo presidente contratado no mercado a peso de ouro.
Exemplo: em 1998, depois de cinco trimestres “patinando”, a HP contratou a americana Carly Florina, eleita pela Revista Fortune como a executiva mais poderosa do mundo, para comandá-la. Carismática, Carly tomou decisões arriscadas, como a compra da concorrente Compaq, em 2002. A fusão não deu resultado e ela foi demitida três anos depois. A HP só começou a se recuperar depois da entrada do sucessor de Carly, o então desconhecido Mark Hurd.
5. IRRELEVÂNCIA OU MORTE
Quanto mais tempo uma empresa fica no quarto estágio, mais difícil sua recuperação. Nesta fase, seu vigor financeiro acabou, suas principais lideranças já debandaram e não há nenhuma estratégia de recuperação à vista. Só lhe resta ser adquirida ou fechar as portas.
Exemplo: nos anos 90, depois de atravessar todas as fases do declínio, a fabricante de papéis americana Scott Paper foi vendida para a Kinberly-Clark.

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